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Rússia acusa EUA de exercer forte pressão sobre autoridades cabo-verdianas no caso Alex Saab
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os Estados Unidos da América (EUA) exerceram forte pressão sobre as autoridades e sistema judicial cabo-verdianas no esforço de conseguir a extradição de Alex Saab.
Conforme noticiou a televisão espanhola RT, a Rússia acredita que a perseguição ao empresário e diplomata Alex Saab é politicamente motivada, uma vez que ele tem estatuto diplomático e “estava a cumprir uma acção humanitária”.

Alex Saab (foto internet)
As críticas foram feitas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova, quem entende que há uma ligação entre o caso de Saab com o processo de diálogo no México, pelo que referiu que “há uma projecção clara da linha para encerrar o caso”.
De acordo com a diplomata russa, os EUA está a tentar usar o caso do Saab como uma “alavanca adicional de pressão” sobre as autoridades venezuelanas, num momento em que os enviados do governo e a oposição daquele país tratam de questões importantes.
“Vemos nisso uma séria ameaça aos esforços das partes para se encontrar caminhos mutuamente aceitáveis para o futuro desenvolvimento daquele país.
O Governo da Venezuela considerou todo este “arcabouço judicial” como mais uma das agressões de Washinton ao país, pelo que Saab denunciou que todo este processo contra ele tem a motivação politica, que é “derrubar o presidente Nicolás Maduro e colocar a Venezuela de joelhos”.
O Tribunal Constitucional de Cabo Verde autorizou a extradição de Alex Saab para os EUA, julgando improcedente o recurso interposto pela defesa do colombiano que alega que que o Tribunal de Relação de Barlavento e o Supremo Tribunal de Justiça conduziram o processo aplicando normas inconstitucionais.
Detido a 12 de Junho no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, Saab é acusado pela justiça norte-americana que pediu a sua extradição por alegada lavagem de capitais no montante de 350 milhões de dólares através do sistema financeiro dos Estados Unidos.
O Governo da Venezuela afirma que ele tem imunidade diplomática e que estava a serviço do país, tendo a defesa também recorrida à Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas e ao Tribunal da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).
