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Sal: Advogada acusa PN de agressão e privação da liberdade dentro da esquadra

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Uma advogada está a acusar a Polícia Nacional (PN) na ilha do Sal por agressão, privação da liberdade e inibição do exercício da sua profissão dentro da esquadra.

Segundo noticiou o jornal online Santiago Magazine, Jandira Cid vai dar entrada com queixa no Tribunal.

Imagem ilustrativa (Internet)

A mesma fonte relatou que tudo aconteceu a 21 de Janeiro quando a advogada foi chamada para acompanhar o caso de um cliente que foi detido, segundo ela, por engano.

Entretanto, ao chegar a esquadra um agente a informou que a viatura com o preso não tinha chegado, pelo que resolveu ir esperar no seu escritório localizado nas proximidades.

Momentos depois foi informada que o cliente já estava na esquadra e dirigiu-se para falar com ele, mas num tom de voz agressivo o agente da PN negou-lhe a entrada, acção que levou a advogada a interrogar, tendo em conta que estava a exercer a sua profissão.

Conforme contou ao Santiago Magazine, posteriormente veio o comandante “a gritar” para ela sair da esquadra.

“Respondi-lhe de que não ia sair, porque estou no meu direito de exercer a minha profissão”, contou.

Foi então que, segundo a jurista, dirigiu-se para ela um “aparatoso grupo de agentes”.

Jandira acusa a polícia de agir de forma abusiva, autoritária e agressiva: “o agente Eliezer torceu-me os braços para trás com bastante força e me levaram para dentro da Esquadra, onde fiquei detida e tentaram obrigar-me a assinar um documento, contendo alegações que não correspondem aos factos”.

O cliente de Jandira Cid acabou por ser libertado, após a PN chegar a conclusão que se tratava de uma detenção errada, mas a advogada acabou por ser detida e, supostamente, agredida pelos agentes da PN na esquadra.

A PN justificou a detenção da advogada com o facto de ela não ter apresentado o documento de identificação, argumento que, segundo ela, não corresponde a verdade.

Com dores e hematomas, Jandira dirigiu-se para hospital, mas, conforme contou, os agentes da PN recusaram registar a ocorrência.

“O que fizeram comigo foi a privação da minha liberdade e inibição do exercício da minha profissão, porque em nenhum momento deram-me a voz da detenção. Sem contar o modo como agiram, de forma arbitrária, abusiva e agressiva”, manifestou, lembrando que não é a primeira vez que isso está a acontecer.

A Polícia Nacional na ilha do Sal negou estas acusações e prometeu reagir oportunamente.

Fonte: Santiago Magazine

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